quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Trotes violentos e volta às aulas - 13ª sessão do Clube de Ideias

Professores associados: Jáder, Machado, Vladimir, Teixeira, Figueiredo e Veloso.

Começa o ano, começam as aulas e a conversa é sempre a mesma, afirma o professor Teixeira: trotes violentos, planejamentos mentirosos que não reconhecem a realidade, corporativismo que garante aulas para o professor nota zero. O caos.

Os trotes existem desde o século XIV como rito de iniciação à universidade, diz o professor Machado. Lembra ainda, que a universidade é um centro de pesquisa, de conhecimento, local de reflexão. Mas tem prevalecido à tradição em oposição às transformações, afirma o professor Figueiredo. Os alunos veteranos não mudam a sua atitude, submetem os calouros à humilhação, pouco contribuindo para a sua integração na universidade. A iniciação dos calouros se transforma em violência gratuita, o que não deveria ser atitude de quem vai atuar na sociedade como profissional especializado, pesquisador, etc. Fica a impressão de que estudar é a barbárie, a bebedeira etc.

O que fazer? Para que serve a educação?

Quem deve estudar? Escola para quem?


As indagações permanecem porque as respostas estão distantes, diz o professor Veloso. O governo propõe conteúdos, avaliações, estratégias, ignorando a realidade, sem preocupações reais e concretas com o individuo, o futuro cidadão, afirma Teixeira.

O importante é a farsa. O aluno matriculado, alimentado pela escola, participando de atividades que não melhoram seu desempenho intelectual. A escola recebe a todos, reproduzindo o senso comum, iludindo a criança, o jovem, os pais. Pois basta estar na escola para no prazo de cerca de treze anos estar sofrendo o trote nas melhores universidades do pais . Doce ilusão!

E os salários? Não devo reclamar porque sabia o seu valor quando escolhi a profissão, afirmam dirigentes, diretores e donos de escolas. Dessa forma a carreira de magistério está em extinção definitiva. Claro, existirão os “educadores” sem formação a serviço da ordem reproduzindo os comportamentos criados pelo sistema.

Quem atua como professor, afirma Vladimir, deve usar como estratégia a desobediência civil, priorizando as suas ações como agente transformador da realidade. Deve ter coragem suficiente para dizer não as propostas oficiais que limitam a formação dos indivíduos. Não para o trabalho extraordinário não remunerado. Não a burocracia. Não a aprovação automática. Aproveito também, diz Vladimir, para felicitar o leitor das nossas sessões e colaborador do Clube de Ideias, senhor Eleutherius, que escreveu: “Via democrática para uma verdadeira mudança social? Creio que não, como utilizar a mesma ferramenta que realiza a manutenção das engrenagens para destruí-la? Chave de boca não é marreta, chave de fenda não é foice ou martelo.” Isso Vladimir, interrompe Figueiredo, agora só falta você e o senhor Eleutherius , criarem O MR-2009 e tomarem o poder. Mas o que fazer com o poder? , indaga Veloso.


A Miséria da educação, esta como a miséria da filosofia, a exemplo de Feuerbach sobre o materialismo, diz Machado. Governos propõem, organizam a educação afirmando cumprir o seu papel constitucional de formadores de cidadãos, mas o fim é outro. É a defesa do status social, que continua oferecendo educação diferenciada: alguns devem aprender outros devem fingir que aprendem.
Jáder Marcos Paes Correto da Rocha

6 comentários:

Irmã Tereza disse...

Eleutherius está delirando, delirando em seus devaneios neo-comunistas. Vamos acreditar numa social-democracia solidária? O comunismo ruiu com o fim da URSS. Chega de utopias ditatoriais!

Anônimo disse...

Irmã Tereza! Volta para a clausura

Garoto Podre disse...

Os trotes são uma forma da hora de se entrosar

Bárbara disse...

O cinismo impera na educação brasileira. De todos os lados. Até os veteranos parecem esquecer que um ano antes sofreram abusos dos mais velhos. Apenas repetem os mesmos gestos aumentando o ciclo de violência. Falta empatia entre as pessoas. Tomara que o começo da Era de Aquario mude alguma coisa - preciso me apegar em algo pra seguir acreditando num mundo melhor!

Renato, Odara disse...

"Age of Aquarius"!!!!!

ricardopoulos disse...

Irmã Tereza pode entender mto de reza, mas de história naun entende nada, como toda pessoa reacionária e conservadora...
Enforquemos o último rei com as tripas do último padre!