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segunda-feira, 30 de março de 2009

Obsessão - Cecilia Di Giacomo


Mishima tem um corpo como o meu
cheio de buracos
Com certeza comeria Mishima
Numa noite de lua clara e muitovento
O que seria ANTROPOFAGICAMENTE
sa u dá vel

Tenho um corpo-alma
que se expande e quer
mais...

Cecilia anarquista, feminista de um lugar mitológico e inconsciente onde as pessoas dormem na rede ,dançam danças tribais na lua cheia, tomam vinho e se amam. E sonham sonhos utópicos em que somos humanos demais e preguiçosos e vivemos o matriarcado . O resto é merda. Que também é bom.

Mande sua arte para clube.ideias@gmail.com

terça-feira, 10 de março de 2009

O Portal - Sabrina Barrios

Terça-feira é dia de ilustração no Clube de Ideias, e pra comemorar o sucesso que Sabrina Barrios anda fazendo pela blogsfera vamos publicar mais um trabalho dela: "O Portal".


Sabrina Barrios é designer vinda direto de Santa Maria - RS. Essa colorada faca na bota mora em São Paulo, trabalha na Editora Globo, e já expôs seus trabalhos na terra de "Sex And the City", Nova York. Chique né?
Mais design, colagens, formas e cores no Flickr da moça.

=> Mande suas ilustrações e idéias pra agente também! É só escrever para clube.ideias@gmail.com

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Expectativas - Fabiane Zambon

Expectativas - (Bobabem assertativa sobre o amor III)

Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

Cerveja, cerveja e cerveja. Dormir seria fácil. Mas puta merda, não dormi, chorei. Chorei por mim, jamais por você. Eu quis ter dó de mim. Afinal, era mais fácil me colocar carente do que falar, "então, é que eu gosto de você".

De repente me deu vontade de odiar porque eu não quero amor. A gente pode até amar para sempre, mas não todo momento. Piegas. Frase de um trailer ruim.

De repente eu quis ser mais piegas -muito mais- e botar classificado de "namorando" no Orkut. Daí, recordei que não quero amor. Que isso não é amor. Porque eu tenho medo de amar em excesso, não para sempre, mas todo momento, enquanto me lembrar de você. Portanto, antes de me esquecer, eu já te esqueci.

Você é frio demais, mas de repente senti saudade, porque com você eu me sentia aquecida. Aquele filme depois do trailer ruim, era realmente bom. Só que no próximo domingo irei sozinha ao cinema. Porque matei você de mim. Por todo momento.

Você sempre me pareceu um babaca metido à besta nas festas, mas de repente eu quis ser uma babaca metida à besta acompanhando você na festas e em qualquer outro lugar. Transar o amor. E transar com você assim como você é, não como quis que parecesse (facilitaria esquecer no dia seguinte). Transar com você assim como eu sou também. Eu quis fazer qualquer coisinha juntos, daquelas que ficam importantes só porque se está junto.

Quis conhecer seus defeitos e apresentar os meus. Me surpreender com suas qualidades e dedicar as minhas algumas vezes à você. Na tristeza e na alegria. Na saúde e doença. Amém enquanto durasse.

De repente doía chorar, mas a puta merda da dor de cabeça doía mais, então, dormi. Na segunda vez que perdi o sono, levantei e vim pra cá. Na ausência de padre, terapeuta ou "Fala que eu te escuto", um texto ordinário.

Amanheceu. Ainda chove. Vou perder a hora. Não há mais tempo para pensar em você, nem você em mim (porque já não pensava).

- Não precisa se desculpar por isso.
- Então, é que eu... Tchau.

Fabiane Zambon é atriz, libriana, designer multimídia e escreve textos zaizers no seu Loading Myself

=>Faça como ela e mande seus textos e viagens para clube.ideias@gmail.com